sexta-feira, 23 de julho de 2010




"Gatinho de Cheshire", começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretando ele apenas sorriu um pouco mais. , "Acho que ele gostou", pensou Alice, e continuou. "O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?"

"Isso depende muito de para onde você quer ir", respondeu o Gato.

"Não me importo muito para onde...", retrucou Alice.

"Então não importa o caminho que você escolha", disse o Gato.

"...contanto que dê em algum lugar", Alice completou.

"Oh, você pode ter certeza que vai chegar", disse o Gato, "se você caminhar bastante."

"Alice sentiu que isso não deveria ser negado, então ela tentou outra pergunta.

"Que tipo de gente vive lá?"

"Naquela direção", o Gato disse, apontando sua pata direita em círculo," vive o Chapeleiro, e naquela, apontando a outra pata, "vive a Lebre de Março. Visite qualquer um que você queira, os dois são malucos."

"Mas eu não quero ficar entre gente maluca", Alice retrucou.

"Oh, você não tem saída", disse o Gato, "nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca."

"Como você sabe que eu sou louca?", perguntou Alice.

"Você deve ser", afirmou o Gato, "ou então não teria vindo para cá."

(LEWIS CARROLL - Alice no país das maravilhas)



Vαί ραssαr, tu sαbεs quε vαί ραssαr. Tαſvεz nãσ αmαnhã, mαs dεntrσ dε umα sεmαnα, um mês σu dσίs, quεm sαbε? O vεrãσ εstá αί, hαvεrá sσſ quαsε tσdσs σs dίαs, ε sεmρrε rεstα εssα cσίsα chαmαdα “ίmρuſsσ vίtαſ”. Pσίs εssε ίmρuſsσ às vεzεs cruεſ, ρσrquε nãσ ρεrmίtε quε nεnhumα dσr ίnsίstα ρσr muίtσ tεmρσ, tε εmρurrαrá quεm sαbε ραrα σ sσſ, ραrα σ mαr, ραrα umα nσvα εstrαdα quαſquεr ε, dε rερεntε, nσ mείσ dε umα frαsε σu dε um mσvίmεntσ tε suρrεεndεrás ρεnsαndσ αſgσ cσmσ “εstσu cσntεntε σutrα vεz”. Ou sίmρſεsmεntε “cσntίnuσ”, ρσrquε já nãσ tεmσs mαίs ίdαdε ραrα, drαmαtίcαmεntε, usαrmσs ραſαvrαs grαndίſσqüεntεs cσmσ “sεmρrε” σu “nuncα”.
Nίnguém sαbε cσmσ, mαs ασs ρσucσs fσmσs αρrεndεndσ sσbrε α cσntίnuίdαdε dα vίdα, dαs ρεssσαs ε dαs cσίsαs. Já nãσ tεntαmσs σ suίcίdίσ nεm cσmεtεmσs gεstσs transſσucαdσs. Aſguns, sίm - nós, nãσ. Cσntίdαmεntε, cσntίnuαmσs. E substίtuίmσs εxρrεssõεs fαtαίs cσmσ “nãσ rεsίstίrεί” ρσr σutrαs mαίs mαnsαs, cσmσ “sεί quε vαί ραssαr”. Essε é σ nσssσ jείtσ dε cσntίnuαr, σ mαίs εfίcίεntε ε tαmbém σ mαίs cômσdσ, ρσrquε nãσ ίmρſίcα εm dεcίsõεs, αρεnαs εm ραcίêncία.
(Caio Fernando Abreu)



E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:


- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...


.....- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

(O PRINCIPEZINHO - LE PETIT PRINCE - SAINT EXUPERY)



“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce, e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.” (Caio.F.)



"-Ela parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?"

[O Fabuloso Destino de Amélie Poulain]

Por uma vida menos ordinária!





"Perdão pela falta de jeito. Mas, às vezes, perco o jeito com as coisas. O mundo me parece vazio e eu, decididamente, não gosto de vazios. O tempo nos atropela, a vida nos leva sem cerimônia, o trabalho nos cansa e a gente se pergunta, sem questionar: “Por quê?” E a resposta não chega. O motoboy não chega. O amor da sua vida não chega. A gente não se basta. A felicidade não bate à porta, não existe delivery para a sorte. E passamos a vida tentando, querendo, sonhando, esperando, num gerúndio sem fim, sem charme e sem nenhuma certeza no final. Ah, para tudo! Se é pra viver, vamos viver direito. Com conteúdo. Com sorriso na boca. E com mais paz no coração. Não lhe parece fácil? É, tenho que admitir: não é. Mudar é difícil, o “novo” sempre provoca um certo desassossego no peito. Mais vale se acomodar com o morno a tentar ser (e fazer) muito mais por você? Escolha feita, vamos lá. Chegou a hora de agir. Troque o verbo, mude a frase, inverta a culpa. O sujeito da oração é você. A história é sua, mãos à obra! Melhore aquele capítulo, jogue fora o que não cabe mais, embole a tristeza, o medo, aceite seus erros, reescreva-se. Republique-se. Reinvente-se. E transforme-se na melhor edição feita de você.

COM QUE LETRA EU VOU?

SE NÃO DEU CERTO

APAGUE E RECOMECE

ESQUEÇA O QUE FICOU

ESQUEÇA A CULPA

A FALTA DE PLANO"

FERNANDA MELLO

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A importância do trabalho voluntário!

Artigo que eu escrevi pra revista que é divulgada pelo Rotary... tá aí pra vcs em primeira mão...antes mesmo de ser divulgado lá!







E disse Jesus: “Ajudai-vos uns aos outros”, pensando a partir desse “pedido” de Cristo à humanidade devemos considerar que ajudar ao outro é algo bom e necessário. Estamos vivendo em uma sociedade discrepante no que tange a situação econômica, uns tem muito e muitos tem quase nada.
Dentro desse quadro de faltas, surge a ideia do trabalho voluntário, onde eu que tenho um pouquinho mais dou aquele que tem um pouquinho menos, faço a diferença e ajudo a diminuir as dificuldades sociais.
Os voluntários não doam somente o seu tempo e sua generosidade, mas respondem a um impulso humano fundamental: a vontade de colaborar, de ajudar, de dividir alegrias, aliviar sofrimentos e de melhorar a qualidade da vida em comum. Solidariedade, responsabilidade e compaixão são sentimentos essencialmente humanos e virtudes cívicas.
Ao nos preocuparmos com a vida dos outros, ao nos empenharmos por causas de interesse social e comunitário, estamos estabelecendo laços de solidariedade e confiança recíproca que nos protegem em tempos difíceis, tornam a sociedade mais integrada e nós seres humanos melhores.
O trabalho voluntário nada mais é do que a prestação de serviço sem a intenção de lucro, ou seja, uma pessoa que se propõe a trabalhar em uma causa sem receber nenhuma remuneração em troca, mas quando falamos em não receber nenhuma remuneração, falamos em não receber dinheiro em espécie, pois o pagamento do trabalho voluntário é maior que qualquer salário, quem hoje se dispõe a ajudar os mais necessitados contribui com seu currículo já que, aumenta pontos com as empresas nos dias atuais quem tem esse item no seu histórico, além de contribuir pra tonar a sociedade mais justa e humana. No final de tudo, quem mais ganha com o trabalho de voluntariado é o próprio voluntário, pois faz amigos, acumula experiências, diverte-se, auxilia e segue a máxima cristã de ajudar ao próximo!



Milena Maia
Psicóloga Clínica.
Rotaractiana do Distrito 4470.
Escoteira há 18 anos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

E é assim....




'De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo? A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de stalkers, de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. Então pra você que acha que eu sou a mesma boba de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), Um aviso: tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.” (Fernanda Mello.)

Vidas Inteiras!




Não seja por isso
Eu não tenho pressa
Eu posso esperar vidas inteiras
Mas tenha certeza de que lhe interessa
Deixar escapar o ouro do agora
Para que não seja numa tarde dessas
Tarde demais

(Adriana Calcanhoto)





"Machucamos com a voz, mas para torturar mesmo só com o silêncio."Fabrício Carpinejar




"Não se acostume com o que não o faz feliz.
Revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas
não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"


(Fernando Pessoa)

.....Saber viver!......




"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver...

Charles Chaplin

segunda-feira, 19 de julho de 2010





"Desisti de sustentar uma imagem e procurar o amor da minha vida no caminho. Quem quiser olhar pra mim vai ter que se conformar com minhas Havaianas roxas e meu cabelo despenteado, minha desatenção e minha falta de correspondência. Ando abatida e pensando demais." (Verônica H.)